Discutir à infância, o brincar, o brinquedo, as culturas infantis e a cultura lúdica, é de suma importância nesse momento em que, cada vez mais, o crescimento acelerado e a mudança na organização familiar vêm retirando das crianças os espaços e os tempos que eram de brincar. Tendo em vista que essa discussão pode ser abordada de diferentes perspectivas, por se tratar de um assunto amplo, nesse trabalho, objetivou-se discutir o tema da perspectiva da sociologia da infância. Para tanto, fezse o uso do método de revisão da literatura, apoiando-se nos autores Willian Arnold Corsaro e Manuel Jacinto Sarmento. O sentimento de infância começou a aparecer a partir do século XVII, ou seja, o conceito de infância é relativamente recente bem como o olhar para a criança. A concepção de criança foi sendo transformada ao longo da história de acordo com a necessidade e imposição social. A partir de determinado momento, a escola passou a ser um instrumento de iniciação social, porém, como nem todas as crianças possuíam as mesmas condições sociais, econômicas e culturais, encontra-se dois modelos de escola, uma voltada para os filhos da elite e outra para os filhos dos operários, sendo que para esses últimos, o ensino era voltado para formar um ser útil a sociedade e, assim, desconsiderava a criança como produtora de cultura. A sociologia da infância confere um estudo científico que permite maior visibilidade e reconhecimento da condição social da criança, reconhecendo-as como agentes sociais criativos, ativos e produtores de cultura. O brincar se apresenta como pilar da cultura da infância sendo uma importante ferramenta da socialização da criança e construção de seus mundos sociais. O brincar, como uma atividade social, pertence à dimensão humana e constitui, para as crianças, uma forma de ação social importante para a construção de suas relações sociais e das formas coletivas e individuais de interpretarem o mundo. O brincar favorece no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança. Considerando que às crianças passam, muitas vezes, a maior parte do tempo na escola, essa se torna uma ferramenta para o resgate das culturas, familiares e históricas. Além disso, a escola deve encarar o brincar como momento de aprendizagem, com a mediação do educador, com ações motivadoras, desafiadoras, prazerosas e significativas. Levando em conta as particularidades da infância, compreende-se que as crianças são as peças fundamentais no desenvolvimento da sociedade, seja ela econômica ou cultural.
A Ludicidade e as Culturas da Infância: um olhar sociológico sobre o brincar
Elisangela Maciel Casellas · Yara R. de La Iglesia (Orientador) · Marli Pereira de Barros Dias (Membro da banca) · Chrizian Karoline Oliveira (Membro da banca)
Entre brinquedos digitais e rotinas cada vez mais fechadas, as crianças perdem o tempo e o espaço para brincar — atividade essencial para sua socialização e produção de cultura. A sociologia da infância oferece um novo olhar sobre esse fenômeno, reconhecendo a criança como agente social criativo e ativo, não como mero receptáculo de ensino. Por meio da revisão da literatura com base em Corsaro e Sarmento, o trabalho mostra como o brincar, especialmente na escola, pode ser o pilar que resgata as culturas infantis e favorece o desenvolvimento emocional, físico e cognitivo.
Informações do documento
| Tipo | TCC |
|---|---|
| Data de defesa | 26/06/2020 |
| Data de publicação | 14/07/2026 |
| Instituição | Faculdade Unina |
| Programa | Pedagogia em Licenciatura |
| Idioma | pt-BR |
| Licença | CC BY 3.0 Brasil |
| Coleção | TCC - Letras Português / Libras |
| Área CNPq | Língua Portuguesa |
Arquivos
ELISANGELA MACIEL CASELLAS.pdf
Conteúdo original · 300 KB
Como citar
CASELLAS, Elisangela Maciel. A Ludicidade e as Culturas da Infância: um olhar sociológico sobre o brincar. 2026. TCC (Pedagogia em Licenciatura) — Faculdade Unina, 2026.